Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2 Bruno Lima
O filme tem início com a cena final de Relíquias da Morte Parte 1, na qual Voldemort invade os terrenos de Hogwarts e toma posse na Varinha das Varinhas, sepultada junto a Dumbledore. Logo após, a câmera foca nos olhos tristes do atual diretor de Hogwarts, Severo Snape. O ritmo do filme é muito acelerado, os eventos vão acontecendo de forma que o espectador demora a absorver tudo que está acontecendo. Passa-se o assalto ao cofre da família Lestrange no Gringotes e, quase sem perceber, o trio já está em Hogsmeade conversando com Aberforth Dumbledore.
Mais uma vez a história de Dumbledore não é explorada, apenas mencionada por alto até a aparição de Neville Longbottom, que se apresenta para levar o trio às escondidas para o interno do território de Hogwarts. Já no castelo, eles ouvem Voldemort fazer o seu famoso discurso, afirmando que, se entregarem Harry Potter a ele, ninguém precisará mais lutar e serão poupados. Tanto a fotografia e quanto a atuação de todos rendem muito bem a idéia da situação caótica em que se encontram e passam uma sensação de pânico muito boa, possibilitando que o espectador torne-se parte integrante do cenário e sinta o medo daqueles que alí estão envolvidos nas batalhas para salvar, não só a si mesmos, como também seus entes queridos.
Ênfase para atuação de Daniel Radcliffe, em seu melhor momento como Harry Potter, com particular destaque para seu confronto com Severo Snape diante de todos os estudantes. Minerva Mcgonagall e Neville são os verdadeiros protagonistas da batalha. Maggie Smith e Matthew Lewis foram brilhantes, atribuindo uma força e determinação impressionante a seus personagens, prontos para lutar até o fim para proteger Hogwarts e todos aqueles que nela encontravam refúgio e conforto.
O maior destaque de Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2 é, sem dúvida, Severo Snape. O momento de sua morte é algo terrível e dramático (com uma surpresa muito agradável quando Harry pega as lembranças). Alan Rickman merece todas as glórias do mundo pela sua fantástica atuação nesse filme. As lembranças do Snape são o ponto alto do filme, é onde você tem vontade de gritar e chorar ao mesmo tempo, o momento é realmente incrível e de tirar o fôlego.
A batalha final de Harry e Voldemort é diferente do livro, todavia, funciona muito bem. O filme tem algumas mudanças agradáveis em relação ao livro (um discurso maravilho de Neville após a morte de Harry), alguns momentos podem até ser considerados melhores. Porém, o filme não tem o aspecto épico necessário exigido pela academia do Oscar e poderia sim ter alcançado isso, se algumas cenas dramáticas (como as mortes de alguns dos nossos personagens favoritos) fossem mais exploradas e não apenas abordadas de forma rápida e superficial. Mas isso não muda o espetáculo que a segunda parte de Relíquias da Morte é. O longa tem um visual absolutamente lindo, com uma fotografia (Eduardo Serra) digna de Oscar e uma trilha sonora (Alexandre Desplat) para fazer qualquer um chorar. O 3D, que também foi um ponto muito discutido e que deixou os fãs apreensivos acerca de sua qualidade, visto que o filme não foi filmado em 3D e sim convertido, está impecável.
Tudo que um fã precisa para o final de Harry Potter está nesse filme. Ele é fiel, é incrível e vai tirar muitas lágrimas. Dizer adeus é difícil, e fazê-lo depois de um filme tão bem trabalhado como seria mais difícil ainda, se não ficasse o sentimento de dever cumprido e o alívio por se “despedir” da série de forma tão maravilhosa. É o fim, porém vale ressaltar que a magia, a verdadeira magia, nunca se acabará. E esse filme reforça isso. Até 15 de julho e, lembrem-se: levem muitos lenços com vocês quando forem ao cinema, pois as lágrimas cairão sem você perceber.
Nota: 10
Nota: Boatos falsos de que o epílogo está fora da versão final do filme estão circulando pela internet, e é uma inverdade. O Epílogo está sim no filme. (E está lindo e perfeito)
(Source: potterianos)

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